Assembleia do Fórum de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas define atuação para o segundo semestre de 2025

Um dos temas tratados foi a participação do MPT-SC e demais instituições presentes na “Exposição Itinerante sobre o trabalho escravo contemporâneo”, promovida pela Justiça do Trabalho

Florianópolis – O Ministério Público do Trabalho em Santa Catarina (MPT-SC), em Florianópolis, sediou no dia 1º de julho a Assembleia do Fórum de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas, ao Trabalho Escravo e de Proteção ao Migrante no Estado de Santa Catarina (FETPSC). Realizada de forma híbrida, a reunião teve como objetivo definir estratégias de enfrentamento para o segundo semestre de 2025 e atualizar a agenda de reuniões do Fórum. A condução foi feita pelo Procurador do Trabalho Acir Alfredo Hack, Coordenador Regional do FETPSC.

Novas ações de enfrentamento ao tráfico de pessoas e ao trabalho escravo foram tratadas durante a Assembleia do FETPSC
Novas ações de enfrentamento ao tráfico de pessoas e ao trabalho escravo foram tratadas durante a Assembleia do FETPSC

Participaram presencialmente, o Procurador-Chefe do MPT-SC Piero Rosa Menegazzi; o Desembargador Reinaldo Branco de Moraes, Gestor Regional do Programa de Enfrentamento ao Trabalho Escravo e ao Tráfico de Pessoas e de Proteção ao Trabalho do Migrante (PETE+) do Tribunal Regional do Trabalho da 12ª Região; Oficial de Inteligência Luciana Campos representando a Agência Brasileira de Inteligência, da Superintendência Estadual de Santa Catarina; o Superintendente Regional do Trabalho e Emprego em Santa Catarina, Paulo Roberto Eccel do Ministério do Trabalho e Emprego; o Padre Gabriel Battistella e a Assistente Social da Pastoral do Migrante Maria José Suárez Lopez, que representaram a Pastoral do Migrante, a Confederação Nacional dos Bispos do Brasil/CNBB Regional Sul, Associação das Pastorais Sociais e Rede um Grito pela Vida; o Professor Doutor Francisco Canela, do Observatório das Migrações da Universidade do Estado de Santa Catarina/UDESC; as consultoras antropólogas, Sílvia Maria Poletti e Nathália Gallucci; o servidor e assessor Sidney Marinho Filho do Ministério Público Federal de Florianópolis (ASSPAD-MPF), e o servidor e assessor Nelson João Pereira Júnior, da Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão.

De forma virtual, a reunião contou com a presença da Superintendente Estadual Doutora Mariana Morosini Muller da Agência Brasileira de Inteligência, da Superintendência Estadual de Santa Catarina; do Desembargador Roberto Luiz Guglielmetto, Coordenador do Comitê Estadual Judicial de Enfrentamento à Exploração do Trabalho em Condição Análoga à de Escravo e ao Tráfico de Pessoas no Estado de Santa Catarina; da Katherini Coelho do Serviço Nacional de Aprendizagem/SENAC; da Carolina Becker, Coordenadora de Projetos da Agência da ONU para Migrações (OIM); da Delegada da Polícia Federal Gabriela Madrid Aquino, do Departamento de Polícia Federal Superintendência Regional em Santa Catarina; e da Assistente Social Vanessa Bianchi, da Cáritas Brasileira Regional Santa Catarina.

Na ocasião, o Procurador do Trabalho Acir Alfredo Hack destacou o sucesso das ações do Fórum é fruto do trabalho coletivo de todas as instituições. “O envolvimento do judiciário, com firmeza em suas decisões, das fiscalizações efetivas do Ministério do Trabalho e Emprego e das demais instituições contribuem para o combate efetivo ao tráfico de pessoas e ao trabalho escravo”.

Foram apresentadas diversas iniciativas realizadas e em andamento no estado, como a peça teatral apresentada no módulo da Escola Judicial em Lages, por intermédio do PETI+ do TRT12, envolvendo a escravidão antiga e a escravidão moderna, dividida em três atos; o trabalho coletivo da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE) com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE), na orientação aos produtores de culturas da maçã e da cebola; a promoção de capacitações e formações para os trabalhadores e empresas; e o debate sobre o vínculo entre migrações internas e internacionais e o aumento de situações de exploração.

Ao final, foram deliberadas ações para o próximo semestre, entre elas, a realização de uma Audiência Pública sobre o tema de exploração do trabalho em condições análogas à escravidão e o tráfico de pessoas no estado, em outubro deste ano; e a agenda da próxima assembleia do Fórum para 19 de agosto, também em formato híbrido, no MPT-SC.

Durante o encontro, também foi realizada a assinatura do Termo de Adesão ao Fórum pelo professor Dr. Francisco Canela, representando o Observatório das Migrações da Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC).

Professor Dr. Francisco Canela, do Observatório das Migrações da UDESC, ao lado do  Procurador do Trabalho Acir Alfredo Hack, Coordenador Regional do FETPSC
Professor Dr. Francisco Canela, do Observatório das Migrações da UDESC, ao lado do Procurador do Trabalho Acir Alfredo Hack, Coordenador Regional do FETPSC

Exposição fotográfica percorrerá o estado

Outro destaque da assembleia foi o convite do TRT-SC à Coordenadoria Regional do FETPSC e às demais instituições presentes para participarem da “Exposição Itinerante sobre o trabalho escravo contemporâneo, o tráfico de pessoas e a proteção do trabalho do migrante”, do Programa Nacional de Enfrentamento ao Trabalho Escravo e ao Tráfico de Pessoas e de Proteção ao Trabalho do Migrante da Justiça do Trabalho.

A exposição ocorrerá a partir de setembro, em Varas do Trabalho e locais de grande circulação, e tem como objetivo sensibilizar a sociedade para a realidade das violações de direitos humanos sobre o tema em Santa Catarina. O MPT-SC irá contribuir na exposição com imagens de operações resgaste e outras ações de fiscalização, realizadas entre 2017 e 2025, em conjunto com o MPT-SC, Ministério Público Federal (MPF), Polícia Federal (PF) e a Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de Santa Catarina (SRTE/MTE).

 

Fonte: Assessoria de Comunicação MPT-SC

(48)32159113/ 988355654/999612861

Publicada em 23/07/2025

 

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