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Assembleia do Fórum de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas trata de temas centrais sobre migração e define agenda dos próximos meses

Um dos temas tratados foi a definição da data do evento estadual alusivo ao Dia Mundial de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas para o dia 30 de julho de 2026

Florianópolis – O Fórum de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas, ao Trabalho Escravo e de Proteção ao Migrante de Santa Catarina (FETPSC) realizou no dia 14/04 (terça-feira) mais uma assembleia ordinária. O encontro ocorreu de forma híbrida, das 14h30 às 17h, na Sede do Ministério Público do Trabalho em Santa Catarina (MPT-SC), Florianópolis, e contou com a presença on-line de instituições parceiras, sendo presidida pelo Procurador do Trabalho Acir Alfredo Hack, Coordenador Regional do FETPSC.

Uma das pautas centrais da reunião, com apoio da Inteligência da Agência Brasileira de Inteligência, foi o compartilhamento de informações e a construção conjunta de estratégias para desarticular grupos envolvidos na exploração de pessoas, como extorsão, tráfico humano e contrabando. O foco esteve, principalmente, nas vítimas de redes de exploração sexual e trabalho forçado no exterior, em especial migrantes venezuelanos.

Também foi discutida a necessidade de desmistificar o tema, a fim de evitar o aumento do estigma, que pode prejudicar a acolhida de migrantes e, consequentemente, favorecer o fortalecimento dessas redes criminosas.

Integrantes do FETPSC
Integrantes do FETPSC

De forma presencial, estiveram presentes:


• Agência Brasileira de Inteligência (ABIN), representada pela superintendente estadual Mariana Morosini Muller e pela Oficial de Inteligência Luciana Campos;
• Tribunal Regional do Trabalho da 12ª Região, representado pelo Desembargador Amarildo Carlos Lima;
• Comitê Estadual Judicial de Enfrentamento à Exploração do Trabalho em Condição Análoga à de Escravo e ao Tráfico de Pessoas no Estado de Santa Catarina, representado pelo coordenador e Desembargador Roberto Luiz Guglielmetto, que também integra o Fórum Nacional para Monitoramento e Solução das Demandas Pertinentes à Exploração do Trabalho em Condições Análogas à Escravidão e ao Tráfico de Pessoas;
• Programa de Enfrentamento ao Trabalho Escravo e ao Tráfico de Pessoas e de Proteção ao Trabalho do Migrante, representado pela Gestora Regional do Programa e Juíza do Trabalho Ângela Maria Konrath, do TRT da 12ª Região;
• Defensoria Regional dos Direitos Humanos da Defensoria Pública da União de Florianópolis, representada pela Assessora Mariana Mesquita Maciorowski.

Participaram de forma virtual:

• Observatório das Migrações da Universidade do Estado de Santa Catarina, representado pelo Professor Doutor Francisco Canella;
• Delegacia Metropolitana da Polícia Rodoviária Federal Santa Catarina, representado pelo Chefe da Delegacia Leandro Andrade do Nascimento;
• Agência Central de Inteligência da Polícia Científica de Santa Catarina, representada por Rogério de Medeiros Tocantins;
• Organização não Governamental Círculos de Hospitalidade, representada por Rumão Sumbode;
• Tribunal Regional do Trabalho da 12ª Região, representado pelo Juiz do Trabalho Daniel Natividade Rodrigues de Oliveira.

Conscientização em Florianópolis

Outro destaque do encontro foi a definição de um cronograma de ações de divulgação e conscientização, com ampla cobertura midiática, voltadas ao enfrentamento do tráfico de pessoas e do trabalho escravo, além da proteção de migrantes.
As atividades estão previstas para ocorrer em locais de grande circulação na cidade, como o Terminal Rodoviário Rita Maria e o Aeroporto Internacional Hercílio Luz, em Florianópolis, com apoio da Assessoria de Comunicação Social do MPT-SC e de outros parceiros.

O objetivo é atrair a atenção da imprensa e ampliar o alcance das mensagens para toda a sociedade catarinense, alertando sobre os riscos do tráfico de pessoas e do trabalho escravo, bem como a importância da proteção aos migrantes.

Definição de evento e convite a leitura

Na ocasião, foi confirmada a realização do evento estadual alusivo ao Dia Mundial de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas, para o dia 30 de julho.

A reunião foi finalizada com o convite à leitura do artigo acadêmico “Interiorização e trabalho na operação acolhida - uma análise da migração venezuelana no estado do Oeste de Santa Catarina”, indicado pelo professor Francisco Canella, e escrito pelo professor de História da Universidade Federal da Fronteira do Sul, Vicente Ribeiro, e pela estudante de Programa de Pós-Graduação em Sociologia e Ciência Política (PPGSP/UFSC), Camila Souza Betoni.

A próxima Assembleia Ordinária está prevista para o dia 23 de junho de 2026, também de forma presencial e on-line.

 

Fonte: Assessoria de Comunicação MPT-SC

(48)32159113/ 988355654/999612861

Publicada em 24/04/2026

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