MPT debate inclusão e empregabilidade LGBTQIA+ em Blumenau
Blumenau - Empresas e representantes de entidades de assistência social de Blumenau, participaram no dia 29 de maio, de uma reunião promovida pelo Ministério Público do Trabalho em Santa Catarina (MPT-SC), para discutir ações voltadas à inclusão social e à ampliação das oportunidades de trabalho para pessoas LGBTQIA+, especialmente a população trans no município.
O encontro foi organizado pela procuradora do Trabalho, coordenadora regional da Coordenadoria de Promoção da Igualdade de Oportunidades e Eliminação da Discriminação no Trabalho (Coordigualdade), Luciana Teles Gomes, dentro do Projeto Empregabilidade LGBTQIA+ do MPT, que busca fortalecer e ampliar ações voltadas à inclusão dessa população no mercado de trabalho formal.

Na abertura, a procuradora destacou o papel da Instituição na promoção da inclusão de grupos em situação de vulnerabilidade, reforçando a importância de iniciativas que garantam igualdade de oportunidades e acesso ao mercado de trabalho.
A reunião contou com a participação do projeto CUIDAR+, iniciativa voltada à formação de pessoas LGBTQIA+ para atuação no cuidado especializado. A representante do projeto, Angélica Ribeiro, apresentou as ações desenvolvidas e destacou a parceria com a Faculdade SENAC de Blumenau, que disponibilizou 30 vagas gratuitas para o curso de Cuidador de Idosos. Segundo ela, a qualificação profissional contribui para a inserção no mercado de trabalho e para o fortalecimento da cidadania dessa população.
Representando o Senac, Diogo Hermano Moreira destacou a demanda crescente por profissionais qualificados na área do cuidado de idosos e convidou as entidades presentes a colaborar com a divulgação do projeto e com futuras oportunidades de empregabilidade para a comunidade LGBTQIA+.

Dados reforçam a necessidade de atuação do MPT
Ao abordar a realidade da população trans no Brasil, a procuradora Luciana apresentou dados que evidenciam a vulnerabilidade desse grupo. Ela ressaltou que a expectativa de vida das pessoas trans é inferior à média nacional e que o país segue liderando o ranking mundial de assassinatos de pessoas trans.
Também chamou atenção para os desafios de inserção profissional: segundo dados citados do Ipea, apenas 25% das cerca de 37 mil pessoas trans presentes no mercado de trabalho estão empregadas formalmente, enquanto a maioria permanece na informalidade.
A procuradora destacou ainda a importância do compromisso das empresas com ambientes de trabalho inclusivos, desde processos seletivos mais acessíveis até a adoção de políticas de combate à discriminação e à transfobia. Entre as boas práticas mencionadas estão o uso do nome social, treinamentos para recrutadores, redes de apoio internas e iniciativas voltadas à inclusão da população trans no mercado formal de trabalho.
Fonte: Assessoria de Comunicação MPT-SC
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Publicada em 03/06/2026